Amizade com Cristo, A

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A amizade é um dos sentimentos mais nobres do ser humano, e o próprio Deus quis fazer-se nosso amigo na pessoa de Cristo, homem como nós, e capaz de nos oferecer a simpatia, a misericórdia e a firmeza de Deus.

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    Amizade com Cristo, A

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    Sumário

    Prefácio

    Este é o meu Amigo

    I. A amizade com Cristo

    II. A intimidade com Cristo

    III. A via da purificação

    IV. A via da iluminação

    V. Cristo na Eucaristia

    VI. Cristo na Igreja

    VII. Cristo no sacerdote

    VIII. Cristo no santo

    IX. Cristo no pecador

    X. Cristo no homem comum

    XI. Cristo no homem que sofre

    XII. As sete palavras

    I. Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23, 34

    II. Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso (Lc 23, 43)

    III. Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua Mãe (cf. Jo 19, 26-27)

    IV. Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonaste? (Mt 27, 46)

    V. Tenho sede! (Jo 19, 28)

    VI. Tudo está consumado! (Jo 19, 30)

    VII. Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23, 46)

    XIII. O dia da Páscoa

     

    Prefácio

    «Trabalhou sem pensar no futuro, como se o Juízo Final estivesse às portas, usando prodigamente o seu talento para levar quantas almas fosse possível, dentre os que o cercavam, para o seu verdadeiro fim em Deus». Estas palavras de Evelyn Waugh retratam fielmente os últimos anos de Robert Hugh Benson, um jovem sacerdote católico converso do protestantismo.

    Benson trazia no sangue, por assim dizer, o amor pelo ministério eclesiástico e pelas letras. Seu pai – ironia e destino – fora ninguém menos que o literato e Arcebispo anglicano de Canterbury, Edward White Benson (1829-1896). Robert, o filho caçula, também fez os estudos eclesiásticos, ordenando-se pouco depois da morte do pai.

    Enquanto exercia o seu trabalho pastoral em diversas paróquias anglicanas, não podia deixar de interessar-se pelos acontecimentos religiosos que, ao longo do último meio século, tinham abalado a Inglaterra. Em 1845, fora a conversão ao catolicismo de John Henry Newman, expoente desse Movimento de Oxford que fora até então o centro da renovação do anglicanismo; em 1850, o restabelecimento da hierarquia católica na Ilha, com a nomeação do cardeal Wiseman como arcebispo de Westminster; e por fim, em 1864, a publicação da Apologia pro vita sua, do mesmo Newman, que acabou por dissipar as reservas e desconfianças que a opinião pública ainda nutria contra o «papismo». Era o fim de um isolamento religioso que durara mais de três séculos, desde que o rei Henrique VIII decidira separar-se da Igreja universal e nomear- se a si próprio cabeça do ramo inglês, embora à custa de algumas outras cabeças, como a do bispo mártir John Fisher e do lorde-chanceler e humanista Thomas More.

    Benson dedicou-se a estudar mais a fundo a doutrina e a história do Cristianismo e, como tantos cristãos separados mas sinceros do seu tempo, acabou por ser recebido na Igreja Católica em 1903. Dirigiu-se imediatamente a Roma, a fim de fazer os estudos necessários para receber o Sacramento da Ordem, pois desejava ardentemente exercer a sua vocação sacerdotal. Devido ao seu fervor, à sua cultura e aos seus conhecimentos teológicos – e, talvez, também devido à sua pouca saúde –, foram-lhe abreviados os estudos e pôde ser ordenado já no ano seguinte. Na obra Confessions of a convert, relata o itinerário da sua conversão, menos áspero que o de muitos protestantes de outras confissões, porque Benson pertencia à High Church anglicana, na qual se conservava em substância boa parte da doutrina da Igreja universal. Essa experiência, aliada à fragilidade da sua saúde – que em 1911 o obrigaria a pedir dispensa de todos os encargos pastorais, principalmente do de capelão universitário de Cambridge, e que já em 1914 o levaria à morte, aos 43 anos de idade – foi para ele um cadinho que purificou e ampliou a sua vida interior.

    A amizade com Cristo é provavelmente o seu melhor livro espiritual. Reúne, retrabalhados, diversos sermões gados entre 1910 e 1912 em Roma, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Publicado pela primeira vez em 1912, foi recebido com tanto entusiasmo que teve doze reedições sucessivas, além de ser traduzido para diversas línguas. Reverberando com o calor de um relacionamento verdadeiro e pessoal com Cristo, escrito para alimentar, desenvolver, enriquecer e aprofundar a fé pessoal, este livro exige um certo conhecimento da doutrina cristã. Culto sem ser pedante, sensível sem ser sentimental, ardente sem ser piegas, Benson toma o leitor pela mão, transmitindo-lhe uma experiência pessoal vivida. É, por isso, uma obra clássica no melhor sentido, capaz de ajudar os cristãos de qualquer época a compreender em que consiste a verdadeira santidade: numa amizade pessoal com Jesus Cristo, o Deus encarnado.

    A amizade é um dos sentimentos mais nobres do ser humano. A palavra evoca simpatia, aproximação, trato e, aos poucos, confidência, sintonia de pontos de vista e de preferências, disposição de servir sem outra paga que a alegria de servir: a amizade não é interesseira.

    A tal ponto se trata de um valor, que o próprio Deus, que de nada precisa, quis “precisar” da amizade do ser humano e por isso o criou: As minhas delícias – disse Ele – são estar com os filhos dos homens, mais do que com os serafins. E esse é também um dos motivos pelos quais o Verbo divino se fez carne em Jesus Cristo e quis ter um coração igual ao nosso, que pudesse bater em uníssono com o nosso. A partir desse momento, também o homem não percorreria o seu caminho ru-mo a Deus – que essa é a definição autêntica de toda a vida humana –, como quem se submete contrafeito a uns regulamentos, mas buscando e experimentando a luz, o calor e a plena sintonia com Aquele que um dia chamaria amigos aos seus discípulos.

    Este é o ângulo em que o autor desta obra-prima, de corte clássico, se coloca para nos desvendar o segredo da relação do homem com Deus. Metodicamente, Robert Hugh Benson, um clérigo anglicano convertido ao catolicismo e ordenado sacerdote da Igreja Católica, vai descrevendo as fases desse processo de amizade com Deus, desde a descoberta de Cristo no interior da alma, que leva primeiro ao des-po-ja-men-to do amor-próprio e, a seguir, à experiência sem fim da constante presença de Deus dentro de nós, até a Cristo no exterior, que se projeta em ri-quís-simas realidades, como são a Igreja, os sacerdotes, os sacramentos (especialmente o da Eucaristia), o homem co-mum e até mesmo o pecador. Manifestações diversas, es-sencial-men-te distintas entre si, mas nas quais – em todas elas – é o próprio Cristo, o Amigo, que se oferece à nossa amizade, facilitando, robustecendo e multiplicando a sua presença amável.

    Por último, o Cristo sofredor e o Cristo ressuscitado são a contraprova suprema da amizade divina. O comentário que o autor faz das sete palavras pronunciadas do alto da Cruz revelam até que abismo insondável de compreensão e de alento pode chegar o Verbo Encarnado para conquistar ou recuperar a amizade dos homens que o crucificam.

    Este livro tem o mérito de sugerir, mais do que decifrar, vastos horizontes de reflexão, em que cada qual terá de mergulhar por si, num itinerário que nunca é inteiramente igual de pessoa para pessoa.

    SKU11
    AutorRobert Hugh Benson
    Edição
    Páginas160
    ISBN9788574652542
    Formato14 x 21
    EditoraQuadrante

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