II - A Igreja dos tempos bárbaros

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A vida da Igreja no longo e agitado período que vai do século V ao século XI. Percorre-se passo a passo a história religiosa e geral com uma visão de conjunto desses sete séculos de lutas e pacientes esforços.
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    II - A Igreja dos tempos bárbaros

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    ÍNDICE

     

    I. O santo dos tempos novos

    Em Hipona sitiada

    “Eu amava amar...”

    Deus responde a quem o chama

    Uma obra-prima imortal: as “Confissões”

    Um gênio e um santo

    Um bispo africano

    O combatente da verdade

    A inteligência a serviço de Cristo

    A “Cidade de Deus”, baluarte cristão

    As bases do futuro

    Presença de Santo Agostinho

     

    II. O furacão dos bárbaros e as muralhas da igreja

    Barbárie

    As fases do drama

    “Neste mundo de cabelos brancos...”

    Juventude da Igreja

    Dar um sentido ao drama

    As muralhas da Igreja

    Perante os bárbaros

    União contra os hunos

    Leão Magno e o papado

    O fim do Ocidente romano

    Arianismo gótico e catolicismo romano

    Dois malogros: a solução vândala e a solução ostrogoda

     

    III. Bizâncio dos autocratas e dos teólogos

    A preservação de Constantinopla

    O cristianismo “à bizantina”

    Autocratas teólogos

    Arcádio e São João Crisóstomo

    Os grandes debates sobre a natureza de Cristo

    Constantinopla ou Roma?

    Justiniano e Teodora

    Títulos de glória de um grande reinado

    O grande desígnio de Justiniano

    Os complexos religiosos de Justiniano e Teodora

     

    IV. A Igreja converte os bárbaros

    Clóvis e os bispos gauleses

    Clotilde e o batismo

    “A vossa fé é a nossa vitória”

    Um esboço da psicologia religiosa dos bárbaros

    O retorno dos arianos ao seio da Igreja

    Santas e monges

    O milagre da Irlanda e os monges missionários

    Os lombardos e o desmembramento da Itália

    São Gregório Magno, Papa

    As primeiras missões pontifícias: o batismo da Inglaterra

    São Bonifácio, pai da Germânia cristã

    Resultados e problemas

     

    V. Cristãos dos tempos obscuros

    O mundo mergulha na noite

    A idade das trevas

    Uma obra de longa paciência

    Os bispos, encarnação do prestígio da Igreja

    São Bento

    A expansão monástica

    Os quadros da Igreja ocidental

    A fé no seio das trevas

    A reforma, princípio fundamental da Igreja

    O combate por Cristo

    Uma luz que se vislumbra

     

    VI. Dramas e dilacerações do oriente cristão

    Heráclio, “o primeiro cruzado”

    As dissensões religiosas e o despertar dos nacionalismos

    Maomé e o Islão

    Os cavaleiros de Alá

    O fim da África cristã

    A Espanha cristã submerge por sete séculos

    Bizâncio, os seus costumes e a sua fé

    A “querela das imagens”

    Os últimos Padres gregos

    A irradiação cristã do Oriente

     

    VII. O papado e o novo império do ocidente

    Novas diretrizes de ação

    A Itália e o Papado

    Os filhos de Pepino e o nascimento do Estado pontifício

    Perfil de Carlos Magno

    A coroa de ferro e o Estado pontifício

    O Natal de 800 e o novo Império do Ocidente

    A Europa cristã defendida e ampliada

    Rumo a Jerusalém por Bagdá

    “O piedoso guardião dos bispos”

    A Renascença carolíngia

    Lenda e verdade

     

    VIII. A Igreja diante de novos perigos

    Um triste amanhecer após a glória

    A Igreja retoma o ascendente sobre o Imperador

    A vã fraternidade

    Os homens do Norte

    A expectativa de um Papado forte

    São Nicolau I, o primeiro grande papa medieval

    Restos de antiga grandeza e promessas de futuro

    Roma e o perigo sarraceno

    Os supremos esforços de um velho Papa

    Cai a noite sobre o Ocidente

     

    IX. Bizâncio recompõe-se, mas separa-se de Roma

    A glória dos Macedônios

    A conversão dos eslavos

    As cruzadas bizantinas

    O “cesaropapismo” e o clero oriental

    O caso Fócio

    Miguel Cerulário e o cisma grego

    Fidelidade a Bizâncio

    A “renascença” macedônia

    No dobrar dos anos 1050

     

    X. O doloroso alvorecer do ano mil

    A anarquia feudal e a Igreja

    São Pedro e os tiranos de Roma

    Cristãos do ano mil: o lamaçal

    Cristãos do ano mil: a água viva

    Novas conquistas para a Cruz

    As estruturas da Igreja

    “Um branco manto de igrejas”

    A paz de Cristo

    Cluny e a reforma monástica

    O espírito da reforma conquista a Igreja

    A Igreja e as novas forças

    Ao fim de dez séculos de esforços


     

    Este segundo volume da História da Igreja de Cristo traça o dramático retrato da sociedade cristã durante os séculos V a XI, a “idade das trevas”. São seis séculos em que se forjam os mais variados povos e civilizações, uma verdadeira encruzilhada da História na qual a Igreja começa a desempenhar o papel de condutora espiritual dos povos.

    Única instituição válida a permanecer de pé entre os escombros do Império Romano, recaiu sobre ela a responsabilidade de “defensora da cidade” no momento em que os povos bárbaros se lançavam ao assalto da Europa. Foi uma hora grave, de difíceis escolhas: a decadência do mundo antigo era manifesta e inevitável, mas a cultura e a civilização estavam vinculados a ele, e coube à Igreja o espinhoso papel de conservar o que era necessário salvar.

    Por outro lado, os bárbaros, pagãos ou arianos, apesar de se mostrarem opressores ou intolerantes, representavam o futuro, e a Igreja soube compreendê-lo mesmo no meio do turbilhão das paixões e do caos social que se seguiu às invasões. Passou, pois, à ofensiva, numa obra missionária tão audaciosa como perseverante, digna do zelo dos primeiros Apóstolos. Conquistando para Cristo os povos célticos do Norte, irlandeses e bretões, estabelece a base que lhe permitirá, primeiro, reconquistar a Gália e a Península Ibérica, para depois avançar até ao próprio centro do paganismo germânico, a Saxônia e os países nórdicos.

    No Oriente, pelo contrário, Bizâncio cristaliza-se num isolamento crescente, e o cesaropapismo dos Basileus, que cada vez mais tendem a chamar a si as questões de doutrina e de fé, dá origem a um sem-fim de querelas e discussões. Os desentendimentos enfraquecerão o cristianismo oriental, tornando-o presa fácil dos maometanos, que agora surgem no cenário da história, e acabarão por conduzir a Igreja do Oriente ao rompimento definitivo com a Igreja universal por ocasião do cisma de Cerulário, no século XI. Mas também contribuirão para o esclarecimento definitivo de um dos aspectos centrais da doutrina cristã: a questão das duas naturezas de Cristo, e para uma emulação apostólica que chamará para Cristo toda a Europa oriental e essa imensa nação cujo destino haverá de ser tão controverso: a Rússia.

    Tanto no Oriente como no Ocidente, o difícil parto da civilização européia e a lenta agonia dos gregos levantam a questão espinhosa do imbricamento entre o poder temporal e o espiritual. É uma espada de dois gumes, nem sempre manejada com destreza pelos sucessores de Pedro. Ao longo destes sete séculos, tem-se mais de uma vez a impressão de que a Igreja acabará por soçobrar definitivamente sob a pressão dos senhores laicos, especialmente durante o doloroso “século de ferro do papado”, ou de que se verá arrastada pelo turbilhão do afundamento moral e institucional da sociedade que tem a missão de vivificar.

    Mas é justamente nesse panorama assustador que se revelam, talvez mais do que nas épocas de triunfo, o mistério e o caráter divino da Igreja. Quando a inteligência está a ponto de ser submersa, levantam-se figuras como Santo Agostinho, São Jerônimo, São Gregório Magno, criam-se escolas, fundam-se os mosteiros que serão viveiros de santos, mas também de intelectuais. Quando a decadência moral parece não ter remédio, ergue-se o movimento de reforma, impulsionado pelo jovem monaquismo de São Bento ou de Cluny, ou por figuras de grandes papas e bispos, como Gregório Magno, São João Crisóstomo ou São Pedro Damião. E se ao longo deste período deixaram de ser cristãos imensos territórios, da Mesopotâmia à Espanha, não é menos verdade que por volta do ano 1000, graças a missionários como São Columbano, São Bonifácio e São Cirilo e São Metódio, a mensagem de Cristo ressoa da Groenlândia ao Tibet.

    É todo um panorama em que, tal como na vida dos homens, a morte se mistura ao nascimento, a destruição à construção, a decadência à renovação. Deste tempo difícil e doloroso, extrai-se a cristalina certeza de que a barca de Cristo não pode perecer, porque está edificada sobre a rocha inabalável da promessa divina.
    SKU117
    AutorDaniel-Rops
    Edição
    Páginas648
    ISBN9788574650043
    Formato16 x 23
    EditoraQuadrante

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