VII - A Igreja dos tempos clássicos (II)

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No dizer de um poeta, a modernidade entrou na História por um cortejo triunfal através do pórtico da Revolução francesa – mas no alto desse pórtico estava a guilhotina. O símbolo representa bem o novo período da História de que trata este volume, a “Era do Terror".
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    VII - A Igreja dos tempos clássicos (II)

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    ÍNDICE

     

    I. A rebelião da inteligência

    Uma herança duvidosa

    O caso Galileu

    Os “libertinos”

    Os “racionais”: Descartes

    Uma nova apologética: Blaise Pascal

    “Aquele que reina nos céus”

    Rachaduras no glorioso edifício

    De Malebranche aos bolandistas: um esforço considerável

    Batalha à volta da Bíblia: de Spinoza a Richard Simon

    O perigoso século XVIII

    O espírito “filósofo”

    O “rei” Voltaire

    A Enciclopédia

    O caso de Jean-Jacques Rousseau

    Na Inglaterra, os deísmos

    Na Alemanha: das “Luzes” a Kant

    Uma questão obscura: o papel da franco-maçonaria

    O contra-ataque cristão

    Até onde penetraram as ideias novas

     

    II. Grandezas e tristezas das missões

    “De propaganda fide”

    O apelo à França missionária

    “Uma revolução radical”: a instituição dos Vigários Apostólicos

    Um documento que orienta o futuro: as “Instruções” de 1659

    A deplorável querela dos ritos chineses

    Na Índia de Nobili e de João de Brito

    Marcos na caminhada para o interior

    A França missionária em ação: 1. No Levante

    A França missionária em ação: 2. Na “Nova França”

    A Igreja de França e o problema dos escravos negros

    Nos Padroados da América Latina

    Fracassos e decepções na África

    Uma curiosa tentativa: os jesuítas na Rússia

    Balanço decepcionante. Razões de esperança

     

    III. Igrejas fora da igreja

    Um poderoso bloco protestante

    Renasce o protestantismo francês

    “No Popery!”

    A impossível unidade     

    George Fox e os Quakers

    Crises internas  

    A inteligência crente reage        

    O despertar do pietismo 

    Wesley e o metodismo    

    Os “evangélicos”          

    As origens protestantes dos Estados Unidos       

    O despertar missionário do protestantismo        

    O mundo protestante     

    As Igrejas separadas do Oriente

    A Igreja na Rússia dos czares    

    Um esboço de missão ortodoxa  

    Dos “velhos crentes” aos eunucos de Deus        

    A Santa Rússia  

     

    IV.  Era dos grandes abalos

    A mula do rei de Nápoles

    O Papado no Século das Luzes  

    Um erro capital: a supressão da Companhia de Jesus    

    Ataques a Roma

    O josefismo       

    A Europa dilacerada     

    A primeira partilha da Polônia  

    Tudo caminha para uma grande revolução        

    Um clero revolucionário?          

    A alma cristã em perigo 

    Essas feridas ainda abertas          

    Na luz do cadafalso       

     

    V. O que fica de pé    

    O mendigo de Absoluto  

    França fiel        

    Esse clero que não cederá         

    Sinais de renovação      

    A voz dos papas 

    Bastiões do catolicismo: a Espanha       

    Bastiões católicos: de Flandres à Hungria         

    Itália, pátria dos santos 

    Permanência dos santos: São Leonardo de Porto-Maurício        

    São Paulo da Cruz, apóstolo da Paixão 

    Santo Afonso Maria de Ligório: a religião dos tempos novos      

    Fazer frente      

    Nascimento de uma Igreja votada à grandeza    

    Uma arte viva   

    “Et non impedias musicam”      

    Réquiem da esperança


     

    Abrindo-se sobre o caso Galileu e, mais amplamente, sobre o grande fermentar do “século das luzes”, este volume da História da Igreja estuda os grandes abalos que atingiram a Igreja nos séculos XVII e XVIII.

    É, em primeiro lugar, essa revolta da razão que, na França, foi promovida pelos panfletistas que chamaram a si o nome de “filósofos”: o “rei” Voltaire, Diderot com a sua Enciclopédia, Helvétius e tantos outros. Na Inglaterra, os “deístas”, que pretendem dissolver o cristianismo na religião natural; na Alemanha, o movimento da Aufklärung, que preparará o protestantismo liberal e a “morte de Deus” em quase todas as Igrejas da Reforma, ameaçando arrastar consigo parte da teologia católica.

    Mas há também, menos popular mas mais perigoso, o ataque dos “racionais” que, na esteira de Descartes, minarão as próprias bases da fé: Spinoza, o bem-intencionado Malebranche, Kant. E o pensamento imaturo e sentimental de Jean-Jacques Rousseau, que levará às desastrosas tentativas futuras de reforma radical da sociedade, da Revolução Francesa aos totalitarismos marxistas e maoístas. Interessante é notar como as duas linhas em conjunto acabariam por promover, no século XX, o desencanto completo com a razão e o surto da falsa religiosidade das seitas e dos esoterismos, centrada na emoção irracional.

    No plano político, o fortalecimento e o endurecimento do bloco protestante, acompanhado do surgimento de uma nova potência protestante, os Estados Unidos, acaba redundando também no enfraquecimento do catolicismo. E os “déspotas esclarecidos” que não deixam de se manifestar igualmente nos países católicos, com Pombal e Aranda na Península Ibérica e José II na Áustria, renovarão as velhas tentativas por sujeitar a Igreja ao Estado nas suas diferentes nações e se porão de acordo para forçar o Papado a esse erro capital que foi a supressão da Companhia de Jesus.

    No conjunto, o panorama é entristecedor. O esforço missionário no Oriente e na África recua e parece destinado ao fracasso; as Igrejas nacionais dão sinais de se terem fossilizado na sua simbiose com os poderes políticos; os Estados cristãos parecem ter optado decididamente pelo cinismo; e o próprio Papado não se mostra à altura desses desafios, embora tenha contado geralmente com papas irrepreensíveis quanto à conduta e à doutrina.

    Mas por todas as partes se vêem germinar as sementes do futuro: na renovação dos estudos bíblicos e hagiográficos, na apologética, na renovação da piedade popular promovida pelos santos. Assim, quando as terríveis crises revolucionárias do século XIX atingirem a Igreja e ameaçarem fazer ruir esse velho edifício aparentemente tão cheio de rachaduras, só conseguirão arrancar-lhe a casca das alianças humanas, fazendo ressurgir, intacto e renovado, o seu núcleo divino e imperecível.
    SKU154
    AutorDaniel-Rops
    Edição
    Páginas416
    ISBN9788574650463
    Formato16 x 23
    EditoraQuadrante

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