VIII - A Igreja das revoluções (I)

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Com a Revolução francesa, abre-se um período de novas perseguições e ataques. Mas esse século é ao mesmo tempo um período de conquista: são inúmeras as associações religiosas que surgem, renovando as obras de caridade e o espírito missionário; restaura.
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    VIII - A Igreja das revoluções (I)

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    ÍNDICE

     

    I. Uma época da história

    Revolução com a Igreja?

    Primeiros golpes no edifício

    “O maior erro político desta Assembléia”

    O juramento e as duas Igrejas

    A Revolução contra a Igreja

    Os massacres de setembro

    A insurreição do Oeste

    A Revolução contra a Cruz

    As duas Igrejas na tormenta

    Vítimas e mártires do Terror

    A outra França católica

    Calmaria e renovação na era termidoriana

    Roma, a Igreja e o vencedor de Árcole

    Frutidor do Ano V

    O “último papa”

     

    II. O sabre e o espírito (1799-1815)

    Um Conclave numa ilha e um soldado vencedor

    A religião de Napoleão Bonaparte

    Um discurso em Milão. Uma visita a Vercelli

    Difíceis negociações

    A Concordata de 1801

    Uma instalação difícil

    Bonaparte, patrono dos católicos da Europa?

    O novo Carlos Magno

    Uma Igreja bem dominada

    Um despertar da espiritualidade

    A hora de Chateaubriand

    O Sacerdócio e o Império

    Questões canônicas e questões matrimoniais

    O Grande Império e a resistência dos católicos

    Para além de Luís XIV

    Fontainebleau

    “Stat crux dum volvitur orbis”

     

    III. Uma contra-revolução falhada (1815-1830)

    Depois do dilúvio

    Situação da Igreja à saída da crise

    Joseph de Maistre e Bonaid

    Um talher para Jesus Cristo

    Roma e Cansalvi

    A reconstituição da Companhia de Jesus

    A política das Concordatas

    Um curioso fracasso: a questão da Concordata francesa

    Na França, o Trono e o Altar

    Vantagens e perigos de uma aliança

    Neo-galicanismo

    O dilema da Igreja e o terceiro termo

    Lamennais antes de “L’Avenir”

    Leão XII, Papa do Antigo Regime?

    Um êxito católico e liberal: a emancipação. dos católicos ingleses

    Pio VIII e a explosão de 1830

     

    IV. Diante dos novos destinos (1830-1846)

    Uma eleição papal em tempo de revolução

    Um período de efervescência

    Um erro de Heinrich Heine

    Um frade no trono de Pedro

    Roma e a jovem Itália

    O drama de Lamennais

    A defesa dos princípios

    Um doloroso episódio: Gregório XVI e o drama polonês

    Perante as “vicissitudes dos Estados”

    Na Irlanda de O’Connell

    Na Alemanha, “o espírito de Colônia”

    Na França: a batalha pela liberdade de ensino

    “Da frate, non da sovrano”

     

    V. Grandeza de pio ix (1846-1870)

    A pomba de Fossombrone

    Um papa liberal?

    O que Metternich não previra

    O vendaval de 1848

    A Igreja e a nova Revolução

    Um arcebispo morto nas barricadas

    Gaeta e Antonelli

    A Imaculada Conceição

    Capital da Igreja

    Assaltos contra a Igreja

    Os católicos da França sob o Segundo Império

    Primeiro desmembramento dos Estados Pontifícios

    “Tu es Petrus”

    A grande divisão dos católicos

    “Quanta cura” e “Syllabus”

    Roma ou a morte

    O Concílio Vaticano

    Da Porta Pia à Porta de bronze

    Grandeza de Pio IX

     

    VI. Deus e o homem em questão

    O combate de Jacó

    A crítica contra a fé: de Strauss a Renan

    Da pré-história ao evolucionismo

    A religião da ciência

    A caminho do humanismo ateu: 1. De Hegel a Karl Marx

    A caminho do humanismo ateu: 2. Positivismo e religião da humanidade, segundo Auguste Comte

    “Isto matará aquilo”

    E a Igreja reagiu?

    “Defesa da Igreja”

    De Chateaubriand a Newman: fraqueza e força de uma apologética

    Nova et vetera

    Pedras de toque

    A questão social e os socialismos

    Os socialistas e o cristianismo

    Catolicismo e consciência social

    Buchez, socialista cristão

    O homem que despertou as almas para o problema social· Ozanam

    Os leigos e a Hierarquia

    A reviravolta de 1848

    A Alemanha desperta para as preocupações sociais

    Um sapateiro e um fazendeiro

    Um “bispo socialista”: von Ketteler

    A caminho do corporativismo e do paternalismo

    Após cinqüenta anos de esforços

     

    VII. Orbis terrarum

    “Orbis terra rum”

    Sobrevivência e renovação da Igreja canadense

    O prodigioso surto da Igreja norte-americana

    Na América Latina: situação decepcionante, sementeiras de futuro

    As missões em decadência

    Causas e dificuldades de uma renovação

    Dois grandes “papas missionários”

    Nascimento das Obras missionárias

    Um pulular de Congregações ...

    Um “grande-homem” das Missões: a Madre Javouhey

    Três mártires

    Escolas Cristãs no Próximo Oriente

    A Índia e mons. Bonnand

    Ásia amarela: cruel e santa

    Nas Ilhas do Pacífico

    De Valparaíso ao Grande Norte canadense

    Continente negro

    Os difíceis começos da Argélia cristã

    Até na Europa ...

    Resultados e dificuldades

     

    VIII. Este mundo que cristo torna visível

    O século XIX, um século ateu?

    A estiagem da fé

    As contradições da arte sacra

    Música na igreja ou música de Igreja?

    Focos espirituais

    Na Alemanha: de Münster a Munique

    Na Inglaterra: Newman e o Movimento de Oxford

    “Tais os padres, tais os povos”

    O Cura d’Ars

    Renovação monástica, proliferação de Institutos, plétora de Congregações

    Um fundador: São João Bosco

    Flos caritatis

    A vida profunda das almas

    Rezar com a Igreja: Dom Guéranger restaura a Liturgia

    Opções para o amanhã

    Três sinais no céu

     

    No dizer de um poeta, a modernidade entrou na História por um cortejo triunfal através do pórtico da Revolução francesa – mas no alto desse pórtico estava a guilhotina. O símbolo representa bem o novo período da História de que trata este volume, a “Era das Grandes Revoluções”. É o momento em que a revolta da inteligência, preparada e planejada no “século das luzes”, chega ao plano das realidades políticas e sociais, manifestando-se numa convulsão sem precedentes.

    A Revolução Francesa inaugurou as perseguições propriamente “modernas” contra a Igreja, revivendo cenas dos primeiros séculos e antecipando as terríveis repressões anticristãs do século XX; mas sobretudo deu origem ao laicismo, a tentativa de uma sociedade inteira de prescindir por completo de Deus, de organizar-se e viver como se o “Senhor da História” não existisse.

    Mesmo a aparente tolerância do período napoleônico não passou disso, de aparência, pois o imperador quis assenhorear-se da Igreja e servir-se dela como meio de governo. E a posterior divisão da Europa em dois campos, o dos “tradicionalistas”e o dos “liberais”, com as revoluções européias de 1830 e de 1848 e as turbulências que acompanharam a unificação italiana e a alemã, apanhou os cristãos no redemoinho dos ódios políticos e ideológicos, ora perseguindo-os, ora dividindo-os entre si.

    Ao longo do século, o laicismo avançou para o ateísmo no plano das idéias. Houve todo um pulular de sistemas que pretendiam explicar a realidade excluindo explícita ou implicitamente a Deus:
    o idealismo hegeliano, o evolucionismo darwinista desfigurado e transformado numa “religião do progresso”, o positivismo comteano... O socialismo, oscilando entre sentimentalismos mais ou menos bem intencionados e a férrea dialética marxista, preparou a tentativa mais desumana de todos os tempos para extirpar o cristianismo e impor aos homens os descentrados ideais surgidos na Revolução. E com Strauss e Renan ergueu-se um fogo de barragem sem precedentes para privar o Salvador da sua divindade e até da sua realidade histórica.

    Paradoxalmente, esse mesmo “século da agonia de Deus” correspondeu a um desabrochar espiritual extraordinário. Se é verdade que o cristianismo sofreu o mais duro assalto de toda a sua longa História, é fato que conheceu também um período de extraordinária vitalidade, de plenitude. A renovação que germinava como fruto das provações do período revolucionário culminou num desenvolvimento de tal ordem que bem poucas épocas lhe podem ser comparadas. Igreja em que a fé se torna mais sólida, mais profunda, menos convencional e rotineira. Igreja cujo clero se transforma e se mostra digno de respeito e mesmo de admiração na sua quase totalidade. Igreja em que as Congregações religiosas continuam a proliferar de modo assombroso. Igreja em que se desenvolvem amplos movimentos de devoção, em que nascem uma nova apologética, uma preocupação social mais profunda, um novo espírito de conquista missionária, as grandes peregrinações. Igreja, ainda, e sobretudo, em que a santidade surge em figuras exemplares, Igreja do Cura d'Ars e de São João Bosco...

    Por fim, as aparições de Nossa Senhora em Lourdes e em La Salette representam como que um fecho de ouro e uma espécie de sanção sobrenatural a esse processo de purificação e renovação do cristianismo durante a Era das Revoluções – processo que na verdade ainda não se encerrou.
    SKU168
    AutorDaniel-Rops
    Edição
    Páginas848
    ISBN9788574650616
    Formato16 x 23
    EditoraQuadrante

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